SOBRE O LÚPUS

TRATANDO O LUPUS DE FORMA NATURAL

Lupus é uma doença crônica auto-imune na qual o sistema imunológico ataca o próprio o tecido saudável do corpor e órgãos. Isso gera inflamação contínua, que pode afetar negativamente cada parte do corpo: coração, juntas, cérebro, rins, pulão e glândulas endócrinas. Os sintomas do lúpus podem se assemelhar à alterações na tireóide, doença de Lyme e fibromialgia, por isso pode ser bem difícil de diagnosticar.

Enquanto algumas pessoas com lúpus são capazes de levar uma vida bem tranquila e feliz, outros pacientes com lúpus sofrem com sintomas tão graves que podem ser até debilitantes em alguns períodos. O lúpus tende a gerar crises inesperadas, quando os sintomas ficam muito ruins por um período de tempo, seguido de períodos de remissão. Sinais e sintomas comuns de lúpus incluem fadiga, dores de cabeça, dores articulares (nas juntas), insônia, alterações gástricas e manchas vermelhas na pele que podem piorar com a exposição solar.

Demora alguns anos para o paciente ser diagnosticado de forma correta, às vezes o paciente acaba utilizando uma série de medicações diferentes que não resolvem o problema. As medicações utilizadas atualmente para tratar lúpus incluem corticosteroides, anti-inflamatórios não esteroidais para dor, medicamentos para tireóide e até reposição hormonal.

Embora muitos pacientes com lúpus não gostem dos efeitos colaterais dos medicamentos que eles tomam, a maioria acredita não ter outra escolha e estão desesperados para encontrar alívio dos seus sintomas. Felizmente, medicamentos naturais para lúpus, incluindo suplementos, atividade física, alimentação saudável e uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios pode ajudar a manejar os sintomas e melhorar a função imune, sem aumentar o risco para complicações.

QUAL A CAUSA DO LÚPUS?

O lúpus é uma condição inflamatória desencadeada por vários fatores que fazem com que o sistema imune ataque erroneamente o próprio tecido saudável do corpo. A causa exata do lúpus (e a maioria das doenças autoimunes) ainda não é está totalmente explicada pela medicina, mas os pesquisadores sabem que a genética e o estilo de vida desempenham um papel importante no desencadeamento da inflamação.

Possíveis causas de lúpus incluem reações alérgicas, virús, estresse emocional, disruptores endócrinos, desequilíbrios hormonais, disbiose, má digestão e intoxicação por metais pesados.

Fatores de risco para lúpus incluem:

  • Ter susceptibilidade genética e histórico familiar de lúpus ou outra doença auto-imune.
  • Ser mulher (90% de todos os pacientes com lúpus são mulheres)
  • Ter idade entre 15-45 anos; mulheres em idade fértil são de longe as mais propensas a desenvolver lúpus.
  • Ter uma alimentação pobre em nutrientes
  • Problemas gastrointestinais, incluindo hiperpermeabilidade intestinal;
  • Alergias alimentares ou sensibilidade alimentar
  • Exposição à toxinas
  • Histórico de infeções e outras doenças autoimunes

 ALIMENTOS QUE PODEM PIORAR O LÚPUS

Alguns alimentos podem contribuir com o lúpus e piorar os sintomas:

Glúten: Glúten é um tipo de proteína encontrado no trigo, centeio, cevada e na maioria dos alimentos à base de farinha. A intolerância ao glúten é comum pois muitas pessoas tem dificuldade para digeri-lo adequadamente, suas macromoléculas não digeridas podem entrar diretamente no sistema sanguíneo, gerando inflamação. O glúten também pode decepar a cabeça das microvilosidades intestinais, aumentar a hiperpermeabilidade intestinal, a inflamação e desencadear uma crise.

Gordura trans e gordura saturada: Estas gorduras são encontradas em comidas industrializadas e fast food e podem levar à inflamação e problemas cardíacos. Algumas pessoas com lúpus tem dificuldade em metabolizar gordura saturada, e por isso, deve limitar a ingesta de queijo, leite e derivados, carne vermelha, e alimentos processados/embalados.

Açúcar: O excesso de açúcar pode estimular demais o sistema imune e aumentar a dor.

Alimentos ricos em sódio: Como o lúpus pode danificar os rins, o ideal é manter os níveis de os níveis de sódio e de sal baixos, para evitar a retenção de líquidos, a piora do edema (inchaço) e o desequilíbrio de eletrólitos.

Álcool e cafeína: O álcool e a cafeína podem aumentar a ansiedade, agravar a inflamação, lesionar o fígado, aumentar a dor, causar desidratação e problemas para dormir.

Alguns legumes: Sementes de alfafa, vagem, amendoim, soja e ervilha torta contém uma substância que tem sido demonstrada em estudos, capaz de desencadear crises em alguns pacientes com lúpus (não em todos). Essa substância na realidade é um aminoácido chamado L-canavanina.

Também é muito importante evitar cigarros e drogas recreacionais. Elas podem piorar o dano aos pulmões e aumentar a inflamação de maneira muito significativa, levando à complicações e infecções.

COMO TRATAR O LÚPUS DE FORMA NATURAL

1) Dieta anti-inflamatória para tratar problemas gástricos

 Pesquisas demonstram que uma alimentação saudável, natural e não processada é fundamental para tratar o lúpus, pois ajuda a controlar a inflamação devido à má saúde intestinal, reduz o risco de complicações como doença cardíaca, aumenta a força, a energia e a disposição, além de reduzir os efeitos colaterais dos medicamentos.

Os melhores alimentos para lúpus, de forma geral, incluem:

Alimentos orgânicos, não processados: reduz a exposição à aditivos sintéticos, toxinas, pesticidas, agrotóxicos.

Alimentos crus: promovem uma alcalinização no corpo, reduz a inflamação e melhora a digestão.

Peixes: são ricos em ômega 3 que é super anti-inflamatório, por isso reduz a inflamação, risco para doenças cardíacas e dor. As fontes incluem: salmão, sardinha, atum, arenque, cavala e alabote.

Alimentos anti-inflamatórios (vegetais e frutas): Folhas verdes, alho, cebola, aspargos, abacate e frutas vermelhas. Estes alimentos são ricos em fibras, vitamina C, selênio, magnésio e potássio e ajudam a combater os radicais livres, reparar possíveis danos às articulações e diminuem a fadiga.

Certos alimentos também ajudam a aliviar a irritação, inflamação e a secura na pele que é comum no lúpus.

Alimentos que ajudam a hidratar a pele de dentro pra fora:

  • Abacate
  • Oleaginosas e sementes como chia, linhaça, nozes e amêndoas (também são fontes de fibras e ômega 3)
  • Óleo de coco e azeite
  • Peixes
  • Pepino e melão
  • Chá verde
  • Água

2) Exercícios

 De acordo com um estudo publicado no Journal of Arthritis Health Professionals Association, fazer exercícios de forma regular é importante para tratar lúpus por muitas razões. Praticar exercícios diminui o estresse, melhora a qualidade do sono, fortalece o coração e os pulmões, fortalece os ossos, reduz a dor nas articulações, melhora a flexibilidade e a amplitude de movimento, e diminui o risco de complicações. Pesquisas feitas pelo National Institute of Physical Activity and Sport Science na Espanha descobriram que a atividade física é uma ferramenta útil para melhorar o trabalho cardiovascular, reduzir anormalidades metabólicas, reduzir a fadiga e melhorar a qualidade de vida em pessoas com lúpus.

Uma vez que o Lúpus pode causar fadiga crônica, desequilíbrios eletrolíticos e anemia, é crucial começar aos poucos e não exagerar nos exercícios. Procure um médico e um professor de educação física, eles irão indicar os melhores tipos de exercício pra você.

3) Redução do estresse

 Pesquisadores demonstram que o estresse psicológico e emocional podem desencadear o lúpus (e outras doenças autoimunes) ou uma crise de lúpus, pois aumentam a resposta inflamatória. O lúpus eritematoso sistêmico também ser muito imprevisível e causar alterações no sistema nervoso central, o que leva a graves alterações psicológicas e ansiedade.

Diferentes tipos de analgésicos agem de formas diferentes para diferentes pessoas, então tenha em mente que você terá que fazer alguns experimentos até encontrar o que funciona no seu corpo. Muitas pessoas encontraram na oração, na meditação, ioga e acupuntura, tratamentos que valem a pena considerar, uma vez que eles têm inúmeros benefícios para o corpo e a mente. Outras maneiras de ajudar a controlar o estresse incluem passar tempo na natureza, ficar descalço, praticar técnicas de respiração, manter um diário, ler, juntar-se à um grupo de apoio, ver um terapeuta e usar óleos essenciais para a ansiedade.

4) Sono e descanso

 Estudos publicados no International Journal for Clinical Rheumatology demonstram que entre 53-80% dos pacientes com lúpus identificaram a fadiga como uma das causas primárias do lúpus. Sendo a fadiga um dos maiores obstáculos para a maioria doa pacientes com lúpus, portanto, garantir uma boa qualidade de sono todas as noites e também descansar durante o dia é muito importante.

A maioria das pessoas com lúpus precisam dormir pelo menos 8-9h todas as noites, e alguns também precisam de um pequeno cochilo durante o dia para poder manter as energias. Um problema real é a insônia que também pode afetar os pacientes com lúpus, às vezes devido aos níveis de ansiedade, mas também por dormirem por muito tempo de dia, ao invés de tirar um cochilo rápido de dia.

DICAS PARA MELHORAR A FADIGA CAUSADA PELO LÚPUS:

  • Tente dormir antes das 22h todas as noites.
  • Mantenha um ritmo regular de sono, organize seu horário de dormir e acordar, para regular seu ciclo circadiano e dormir com mais facilidade.
  • Durma em um local fresco, bem escuro, evite luzes artificiais de eletrônicos pelo menos uma hora antes da hora de dormir.
  • Permita-se continuar na cama por 10-15 minutos depois de acordar, para poder levantar com calma.
  • Consuma sempre um café da manhã farto para poder ter energia ao longo do dia.
  • Evite ou elimine bebidas com cafeína.
  • Tente praticar atividades físicas pela manhã para aumentar o ritmo cardíaco.
  • Faça uma lista do que você tem que fazer no dia, para poder se organizar e manter-se calmo, inclua algumas pausas durante suas atividades.

5) Proteger e recuperar a pele sensível

O lúpus eritematoso sistêmico é o lúpus que abrange uma grande gama de sintomas dermatológicos. Estudos demonstram que cerca de 90% das pessoas com lúpus desenvolvem erupções cutâneas e manchas, incluindo a clássica mancha em forma de borboleta, que cobre o nariz e as bochechas.

É possível desenvolver pequenas lesões na pele, vermelhidão, coceiras, descamação e um nível muito alto de sensibilidade à luz solar. No caso das lesões na pele, é muito comum pacientes relatarem que uma lesão acaba, e logo em seguida outra lesão começa a aparecer, ao mesmo tempo que sintomas como fadiga e dores articulares aumentam.

É importante proteger a pele de sustâncias potencialmente irritantes e também do sol se a pele começar a apresentar sinais de erupção cutânea, urticária ou vermelhidão.  Certas substâncias em produtos de limpeza e/ou produtos de beleza (como loções, detergentes, sabonetes e maquiagem) podem piorar a inflamação na pele e piorar a secura e a coceira.

Dicas para ajudar a recuperar e proteger a pele do lúpus:

  • Evitar a luz solar direta nos horários de pico, principalmente entre as 09h00 e as 15h00.
  • Usar protetor solar atóxico, com FPS 50 ou superior.
  • Usar óculos escuros e boné/chapéu.
  • Usar um umidificador de ar no quarto para manter a hidratação da pele.
  • Substituir produtos de beleza e de limpeza convencionais por produtos orgânicos, feitos com ingredientes naturais como óleo de coco, óleo de jojoba, manteiga de karité e óleos essenciais.
  • Evitar banhos muito quentes, preferir água morna.
  • Fazer banhos com aveia coloidal em pó para uma hidratação extra e lubrificar a pele logo em seguida.
  • Borrifar água mineral ou água termal na pele ao longo do dia.
  • Consumir quantidades adequadas de vitamina E, procurar seu nutricionista para ajustar a dose.
  • Evitar uso de antitranspirante, perfumes, hidratantes e loções perfumadas e maquiagem que contenha química.

6)Suplementos

Ômega 3: O EPA e o DHA no óleo de peixe são cruciais para reduzir a inflamação. Um estudo de 2016 em ratos fêmeas demonstrou que consumir DHA fez com que os sintomas do lúpus reduzissem 96%.

DHEA: Pode melhorar os sintomas, mas é necessário orientação profissional.

Vitamina D: Modula o sistema imune e reduz a depressão e a ansiedade. Também é fundamental para equilíbrio hormonal, pode cuidar da saúde óssea junto com o cálcio.

MSM: Anti-inflamatório natural que pode melhorar muito os sintomas gastrointestinais.

Chlorella e Spirulina: Algas super antioxidantes, geram alcalinização, contém eletrólitos, fortalece as funções renais e hepáticas e promove cura através de nutrientes.

Açafrão (Cúrcuma): Trabalha de forma incrível e similar à drogas esteroidais no combate da inflamação e da dor.

7)Tratar dor e inflamação naturalmente

Óleos essenciais e aromaterapia: Óleos essenciais para o lúpus incluem Olíbano (muito eficaz para a redução da inflamação, pode ser diluído em água, óleo ou em consumido em cápsulas). Óleo essencial de Immortelle (ótimo para o sistema nervoso e ajuda a reduzir reações autoimunes, pode ser consumido ou aplicado na região do pescoço), óleo de lavanda e gerânio (tratam a inflamação na pele, podem ser aplicados), óleo de gengibre (utilizado para problemas gástricos, pode ser utilizado internamente.

ATENÇÃO: Jamais utilize óleo essencial diretamente sobre a pele, é necessário diluir em algum outro óleo, porém, quem irá tratar disso é o dermatologista.

Alongamento: melhora a flexibilidade, pode ajudar a reduzir as dores articulares e melhorar a amplitude do movimento.

Banhos detox: Utilizando sais de Epsom (Sal amargo)

Acupuntura: Tratamento eficaz para dor de forma natural.

Massagem: Pode reduzir o estresse, rigidez muscular, dor e edema (inchaço).

IMPORTANTE:

Lembre-se que o lúpus é uma doença crônica, e os sinais podem aparecer e desaparecer.

Mesmo que você opte por medicamentos convencionais, os exercícios, a redução do estresse e a mudança na alimentação, de forma orientada por um nutricionista capacitado podem ajudar a manejar os sintomas e prevenir futuras complicações. Converse com seu médico e com seu nutricionista, não utilize nada sem orientação profissional.

BIBLIOGRAFIA:

AHN, Grace E.; RAMSEY-GOLDMAN, Rosalind. Fatigue in systemic lupus erythematosus. International journal of clinical rheumatology, v. 7, n. 2, p. 217, 2012.

AYÁN, C.; MARTÍN, V. Systemic lupus erythematosus and exercise. Lupus, v. 16, n. 1, p. 5-9, 2007.

BATES, Melissa A. et al. Silica-Triggered Autoimmunity in Lupus-Prone Mice Blocked by Docosahexaenoic Acid Consumption. PloS one, v. 11, n. 8, p. e0160622, 2016.

BRICOU, O. et al. Stress and coping strategies in systemic lupus erythematosus. Presse medicale (Paris, France: 1983), v. 33, n. 18, p. 1284-1292, 2004.

LANE, Nancy E. Vitamin D and systemic lupus erythematosus: bones, muscles, and joints. Current rheumatology reports, v. 12, n. 4, p. 259-263, 2010.

MONTANARO, Anthony; BARDANA JR, E. J. Dietary amino acid-induced systemic lupus erythematosus. Rheumatic diseases clinics of North America, v. 17, n. 2, p. 323-332, 1991.

OKON, Lauren G.; WERTH, Victoria P. Cutaneous lupus erythematosus: diagnosis and treatment. Best Practice & Research Clinical Rheumatology, v. 27, n. 3, p. 391-404, 2013.

RAMSEY‐GOLDMAN, Rosalind et al. A pilot study on the effects of exercise in patients with systemic lupus erythematosus. Arthritis Care & Research, v. 13, n. 5, p. 262-269, 2000.

www.mayoclinic.org

www.lupus.org

SOBRE O PISTACHE

Pistache, essa oleaginosa de cor vibrante, tem sido muito comentada ultimamente.

Muitos artistas e revistas sobre saúde tem falado sobre ela, mas você tem idéia do motivo? Provavelmente porque o pistache é muito mais nutritivo do que você imagina!

Pistaches são saudáveis? SIM! Pistache é uma oleaginosa com alta densidade nutritiva, que serve de lanchinho intermediário saudável, especialmente para aqueles que querem eliminar os quilos indesejáveis. A maior parte do pistache (cerca de 90%) é gordura insaturada, que pode ser benéfica para todo o nosso corpo. Na realidade, sua gordura e nutrientes tem demonstrado a diminuição do colesterol “ruim”(LDL), melhora da função dos olhos e muito mais.

5 BENEFÍCIOS DO PISTACHE

Pistache é uma das minhas fontes favoritas de vitamina B6,  ajuda a aumentar nossa energia, melhora a saúde da pele e dos olhos e contribui para um metabolismo saudável. O pistache está repleto de todo o tipo de nutrientes, como vitamina B6, tiamina, potássio, cobre, magnésio e ferro. Também contém gordura monoinsaturada, poliinsaturada, ômega 3, ômega 6 e são livres da perigosa gordura trans.

Evidências científicas tem demonstrado que o pistache pode ter um efeito impactante nos seguintes aspectos:

  1. Protege o Coração

Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition confirmou que o pistache pode reduzir o colesterol.

Foram estudados 28 adultos com o colesterol LDL (“ruim”) acima do ideal. O experimento realizou uma dieta de baixa gordura e sem pistaches, uma dieta saudável com uma porção de pistache ao dia e uma dieta saudável com duas porções de pistache ao dia.

No contexto de dieta saudável ao coração, o estudo demonstrou que adicionar uma porção de pistache ao dia (10% do total energético) reduziu o colesterol LDL em 9%, enquanto a dose maior, de duas porções ao dia, reduziu o colesterol LDL em 12%.

O colesterol LDL elevado é o principal fator de risco para doença coronária, ou seja, reduzir os níveis de LDL diminui o risco de desenvolvimento de graves problemas cardíacos, como doença coronária. Pistaches também contém níveis excelentes de antioxidantes, que são maravilhosos para a saúde cardíaca.

  1. Gera saciedade

Consumir pistache pode te ajudar a eliminar os quilos indesejados e  chegar ao peso ideal. Ao consumir pistache entre as principais refeições, as gorduras boas, as fibras e o conteúdo proteico do pistache podem te ajudar a ficar saciado, e evitar assim comer muito na próxima refeição.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA) realizaram um estudo que demonstrou que pessoas que substituíram doces, derivados do leite, pipoca de microondas, pipoca amanteigada e batata chips por pistache, contando 20% do total de calorias diárias, por 3 semanas, não ganharam peso, diminuíram o colesterol total e aumentaram o HDL (colesterol bom).

  1. Protege os olhos

Pistache é a única oleaginosa que contém quantidades significativas de carotenóides, conhecidos por luteína e zeaxantina. Caroteóides são muito benéficos à nossa saúde, pois diminuem o risco de doenças, particularmente certos tipos de câncer e doenças oculares.

Luteína e zeaxantina são os únicos carotenóides encontrados na retina e no cristalino. Resultados de estudos epidemiológicos sugerem que dietas ricas em luteína e zeaxantina podem retardar o desenvolvimento de doenças oculares relacionadas ao envelhecimento, como degeneração macular e catarata. Carotenóides são melhor absorvidos junto com uma fonte de gordura na refeição, no caso do pistache a gordura já faz parte do “pacote”, tornando a absorção da luteína e zeaxantina ainda mais fácil para o nosso corpo.

  1. Melhora a função sexual

Pistache tem demonstrado efeito positivo sobre a vitalidade sexual masculina. Um estudo realizado em 2011 pelo Departamento de Urologia do Ataturk Teaching and Research Hospital, em Ankara, na Turquia, deu 100g de pistache para cada indivíduo durante o almoço, por um período de três semanas, que significou 20% da ingesta calórica diária. Os indivíduos analisados eram todos homens casados na idade entre 38 e 59 anos que já apresentavam disfunção erétil há pelo menos 12 meses antes do início da pesquisa. Os homens foram instruídos a manter o mesmo padrão alimentar, a mesma atividade física e outros padrões de estilo de vida, então a mudança maior seria apenas o consumo de pistaches em sua alimentação.

O resultado do estudo, publicado no Journal of Impotence Research, demonstrou que esses homens tiveram uma melhora muito significativa na disfunção erétil, bem como melhora nos níveis de gordura no sangue. Uma razão para que o pistache seja útil na disfunção erétil e trabalhe como um medicamento para a impotência é o fato de sua quantidade relativamente alta de um aminoácido não essencial, a arginina. A arginina parece manter artérias flexíveis e melhorar o fluxo de sangue, por aumentar o óxido nítrico, um composto que relaxa as veias sanguíneas. Por utilizar o mesmo mecanismo do medicamento conhecido como Viagra, podemos concluir então que o pistache é muito eficaz para disfunção erétil e pode ser considerado um “Viagra natural”.

  1. Melhora as complicações do diabetes

Um estudo publicado em 2015 e conduzido na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, observou os efeitos do consumo diário de pistache no perfil lipídico e de lipoproteínas no sangue, controle do açúcar sanguíneo, marcadores inflamatórios e de circulação em adultos com diabetes tipo 2. Os participantes foram divididos em dois grupos, onde ambos consumiam uma dieta nutricionalmente adequada, a diferença foi que um dos grupos não consumiu pistache, e o outro consumiu pistache na quantidade de 20% do total da ingesta calórica diária.

Os resultados mostraram que embora o grupo que tenha consumido pistache não teve alterações nos níveis de glicose (açúcar do sangue), houve um efeito positivo nos níveis de colesterol total, frações do colesterol e triglicérides. Ter diabetes aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de acidente vascular cerebral (AVC/Derrame). Portanto, pode-se concluir que diabéticos tipo 2 que queiram melhorar seus fatores de risco cardiometabólicos, consumir pistaches regularmente como parte de uma dieta saudável poderia ajudar a prevenir graves problemas cardíacos associados com a doença.

COMO ESCOLHER, ARMAZENAR E UTILIZAR

Pistache não é sazonal e estão disponíveis o ano inteiro em lojinhas de produtos naturais e no mercado.

O pistache de boa qualidade tem a casca inteira bege, e seu grão na cor amarela-verde e roxa. Comprar pistaches dentro da casca é uma ótima opção, pois assim eles duram mais. O pistache na casca pode ficar fresco por até um ano a partir da colheita, mas o ideal é consumi-lo no máximo em 4 meses para aproveitar o melhor do seu sabor. Além do mais, o pistache dentro da casca não é algo muito fácil de se abrir, o que ajuda a não comermos além do ideal.

O ideal é escolher um pistache cru, sem adição de sal, para obter todos os seus nutrientes.

Se o pistache não for armazenado corretamente, eles absorvem umidade do ar e rapidamente ficam rançosos. Para manter o pistache fresco, o ideal é mantê-lo em um pote hermeticamente fechado, de vidro, dentro da geladeira, em um local onde a temperatura não varie, ou seja, não deixe na porta da geladeira.

O pistache pode ser consumido sozinho, ou adicionado à todo tipo de receita. Pode ser salpicado sobre saladas, utilizado em barrinhas de sementes, adicionado à sucos, vitaminas, smoothies, pode-se fazer o “leite” de pistache, pasta de pistache, ou pode ser macerado e utilizado para empanar ou sobre peixes.

FATOS INTERESSANTES

Até a Bíblia cita o pistache, quando Jacó envia para José como presente, em Gênesis 43:11

Então, seu pai, Jacó, orientou-o: “Se é necessário, portanto, fazei assim: tomai em vossas bagagens os melhores produtos de nossa terra para levardes como presente a esse homem poderoso, um pouco de bálsamo e um pouco de mel, algumas especiarias finas e mirra pura, um pouco de nozes de pistache e amêndoas.

REFERÊNCIAS

GEBAUER, Sarah K. et al. Effects of pistachios on cardiovascular disease risk factors and potential mechanisms of action: a dose-response study. The American journal of clinical nutrition, v. 88, n. 3, p. 651-659, 2008.

EDWARDS, Karen et al. Effect of pistachio nuts on serum lipid levels in patients with moderate hypercholesterolemia. Journal of the American College of Nutrition, v. 18, n. 3, p. 229-232, 1999.

ALDEMIR, M. et al. Pistachio diet improves erectile function parameters and serum lipid profiles in patients with erectile dysfunction. International journal of impotence research, v. 23, n. 1, p. 32-38, 2011.
SAUDER, Katherine A. et al. Effects of pistachios on the lipid/lipoprotein profile, glycemic control, inflammation, and endothelial function in type 2 diabetes: A randomized trial. Metabolism, v. 64, n. 11, p. 1521-1529, 2015.
HEALTHY NUTS. GO NUTS. University of Michigan Health System• Patient Food and Nutrition Services• Healthy Eating Tip of the Month• February 2011.

 

 

 

AÇAFRÃO: UM ALIADO NO COMBATE À DEPRESSÃO

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Quando se trata de depressão, sabemos que mulheres são mais acometidas que homens, e as estatísticas são surpreendentes. Mulheres tem duas vezes e meio mais depressão que os homens, cerca de 1 em cada 4 mulheres em idade fértil faz uso de algum tipo de antidepressivo, e o fato é que cerca de 50% dessas mulheres que usam anti-depressivo não observara nenhuma melhora. Muitas pessoas não estão dispostas a iniciar um tratamento com medicamentos, por isso, se você está lutando contra depressão, você pode estar à procura de uma alternativa. O intuito deste artigo é mostrar pesquisas com bases científicas sobre este assunto.

Açafrão é sem sombra de dúvidas uma das minhas ervas favoritas, e atualmente, estudos tem demonstrado seus benefícios na depressão. Essa notícia é maravilhosa, não apenas porque reforça a ideia de que existem várias ervas que podem ser utilizadas em alternativa à medicamentos, mas também porque traz um novo olhar sobre a depressão, que a maioria das pessoas não conhece.

Fomos ensinados que depressão é um desequilíbrio químico que ocorre no cérebro, resultante da carência de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina. Mas a verdade é que essas teorias de carência de neurotransmissores nunca foram provadas como real causa da depressão. Há mais de 25 anos estudos no campo da psiconeuroimunologia vêm apontando a inflamação como causa subjacente de várias doenças, e que, não há separação entre sistema imune e nervoso.

Cúrcuma, também conhecido como Açafrão da Terra, é uma espécie de raiz (rizoma), muito parecida com seu “primo”, a raiz de gengibre. A diferença é que quando você corta, sua cor é amarelo/laranja brilhante! O principal benefício da cúrcuma é sua capacidade anti-inflamatória.

Essa especiaria asiática tem sido utilizada há milênios na sua região de origem, pois além de adicionar sabor, melhora a digestão, preserva os alimentos e nos protege contra bactérias e outros microorganismos que eram comuns antes de existir a refrigeração. A maioria das ervas utilizadas na cozinha têm diversos benefícios que ultrapassam seus sabores. Por exemplo, incluir ervas frescas e secas, mesmo que em pequena quantidade, mas diariamente no cozimento, fornece uma série de antioxidantes que protegem nossas células de danos causados por radicais livres, que geram inflamação. O açafrão contém substâncias capazes não só de de prevenir como também de tratar a inflamação já existente.

Uma série de estudos realizados nos últimos anos demonstraram que a curcumina, um dos principais ativos da cúrcuma, exerce influência em mecanismos associados à depressão, por reduzir inflamação, reduzir o estresse oxidativo que é ocasionado por radicais livres, e acalmar o sistema de resposta ao estresse da adrenal, todos esses processos em conjunto, resultam na diminuição da depressão.

Em 2014 um estudo randomizado controlado utilizou três grupos de 20 participantes, todos com depressão grave, de acordo com uma tabela comum utilizada para aferir o grau da doença. Um grupo recebeu Prozac, outro Prozac + 1g curcumina e outro apenas a curcumina, por seis semanas. O grupo que recebeu apenas curcumina teve resultados tão bons quanto o grupo que recebeu apenas Prozac, e o grupo que recebeu a combinação de Prozac e curcumina se saiu um pouco melhor, mas estatisticamente não houve diferença entre os três grupos. Este estudo demonstrou que a curcumina foi tão eficaz quanto o Prozac, e que seu uso é seguro, mesmo em uma dosagem alta (12g/dia). Os pesquisadores puderam concluir que o estudo forneceu a primeira evidência clínica que demonstra que a curcumina pode ser utilizada como uma forma efizcaz e segura no tratamento da depressão, sem efeitos colaterais como formação de idéias suicidas ou outros transtornos psicóticos (observados em medicamentos antidepressivos).

Outro estudo, publicado na revista Phytotherapy Research de 2016, analisou a utilização da curcumina e da combinação curcumina e piperina (substância derivada da pimenta preta) sobre os sintomas da depressão, e demonstrou que houve uma melhora muito significativa dos sintomas tanto na utilização da curcumina isolada quanto da combinação curcumina e piperina. O estudo concluiu que há evidências de que a curcumina reduz sintomas depressivos em pacientes com depressão grave.

FORMAS DE UTILIZAÇÃO E SEGURANÇA

A curcumina é fácil de se obter e é relativamente absorvível. No Brasil você pode encomendar com prescrição do seu nutricionista/médico em farmácias de manipulação. A quantidade ideal pode variar, e deve ser prescrita para você por seu nutricionista/médico de acordo com a sua necessidade. Não há estudos sobre a segurança na utilização durante a gestação, por isso o é ideal evitar nesta fase, já na amamentação, seu uso é liberado. Durante a depressão, mesmo que você já esteja em uso de algum medicamento, sua utilização é segura. É interessante também para quem quer deixar de utilizar o medicamento, você pode conversar com seu médico sobre isso. Se você ainda não iniciou um tratamento ou se apenas quer ter os benefícios desta incrível erva milenar, utilize a cúrcuma nos preparos do arroz, por exemplo, para enriquecer molhos, adicionar nos seus sucos, vitaminas e sopas… use sua criatividade!

Atenção: Se você está lutando contra a depressão, é importante buscar cuidados médicos, este artigo é apenas informativo.

REFERÊNCIAS

Al-Karawi, D., Al Mamoori, D. A., and Tayyar, Y. (2016) The Role of Curcumin Administration in Patients with Major Depressive Disorder: Mini Meta-Analysis of Clinical Trials. Phytother. Res., 30: 175183.

CHATTOPADHYAY, Ishita et al. Turmeric and curcumin: Biological actions and medicinal applications. CURRENT SCIENCE-BANGALORE-, v. 87, p. 44-53, 2004.

Lopresti, A. L., Maes, M., Maker, G. L., Hood, S. D., & Drummond, P. D. (2014). Curcumin for the treatment of major depression: A randomised, double-blind, placebo controlled study. Journal of Affective Disorders, 167, 368-375.

Sanmukhani, J., Satodia, V., Trivedi, J., Patel, T., Tiwari, D., Panchal, B., Tripathi, C. B. (2013). Efficacy and Safety of Curcumin in Major Depressive Disorder: A Randomized Controlled Trial. Phytother. Res., 28(4), 579-585.

VOCÊ CONHECE ESSA FRUTA?

pitaya

De de cor e aparência exótica, vinda de um cacto, essa fruta sempre gera muita curiosidade! Confira seus 10 benefícios:

OSSOS E DENTES
A pitaya é uma ótima fonte de cálcio e fósforo, nutrientes que trabalham em sinergia para a formação e manutenção da massa óssea, ou seja, prevenção de osteopenia e osteoporose e saúde dos dentes.

SISTEMA NERVOSO
A alta concentração de vitaminas do complexo B encontrados na pitaya colaboram com a manutenção e formação de algumas das mais básicas estruturas do sistema nervoso. Participa da formação das células nervosas, nos deixa mais alerta e são fundamentais em casos de depressão e ansiedade. O Cálcio encontrado na pitaya é também essencial para melhorar o funcionamento do sistema nervoso, por manter os nervos saudáveis e garantir a habilidade de comunicação de modo adequado. As gorduras saudáveis da pitaya são também cruciais para hidratar e proteger a bainha de mielina, que permite a transmissão de impulsos nervosos no cérebro.

MANUTENÇÃO DA VISÃO
A pitaya contém vitamina A em forma de beta-caroteno, que é necessária para que a retina trabalhe corretamente, assim podemos diferenciar cores e enxergar à noite. A cegueira noturna e outras patologias, como degeneração macular relacionada à idade podem ser causadas por falta de vitamina A.

BELEZA DA PELE
A grande quantidade de sementes presentes na pitaya a classificam como uma maravilhosa fonte de gorduras monoinsaturadas, que melhoram aparência e textura da nossa pele. Praticamente todas as frutas são ricas em antioxidantes, incluir a pitaya, e se alimentar com vegetais, principalmente crus, previne radicais livres e faz com que nossa aparência não seja apenas mais jovem, mas também deixa a pele mais firme, aumenta a flexibilidade (alô, alongamento!rs) e acrescenta sedosidade e brilho à pele.

ANTI-INFLAMATÓRIO
Na Ásia, a pitaya é conhecida por sua capacidade anti-inflamatória para as articulações (juntas). A inflamação do nosso corpo é gerada por hábitos alimentares e estilo de vida incompatíveis com a saúde (cigarro, álcool, drogas, etc…). Tudo isso cria um ambiente ácido que pode se manifestar na forma de diversas doenças, como artrite, câncer, diabetes, entre outras. Quando começamos a mudar nossa alimentação, removendo alimentos refinados, açúcar, e os demais industrializados, e começamos a ingerir mais frutas e legumes, ou seja, quando começamos a ter uma alimentação mais natural, podemos perceber que as dores do dia a dia simplesmente vão melhorando e podem até desaparecer. Substituir suas sobremesas favoritas por pitaya, manga ou qualquer outra fruta de sua preferência, e seguir uma alimentação mais natural, irá te ajudar a inibir a vontade de comer doces, além de melhorar o bem-estar geral do seu corpo.

DIGESTÃO E TERMOGÊNESE
A pitaya é uma fruta riquíssima em fibras! Comendo 2 ou 3 você provavelmente ficará sem fome por horas. Possui efeito prebiótico, estimulando o desenvolvimento de bactérias probióticas, contribuindo para uma flora intestinal saudável, evitando episódios de constipação e diarreia. A pitaya tem baixo índice glicêmico e pode inclusive regular níveis de açúcar no sangue (novamente, devido às suas fibras). Esta fruta exótica ajuda a controlar o apetite, além de aumentar a taxa do seu metabolismo, colaborando para o emagrecimento.

SISTEMA CARDIOVASCULAR
As sementes encontradas na pitaya são ricas em gorduras poli-insaturadas (ômega 3 e ômega 6). Essas gorduras saudáveis ajudam a reduzir triglicérides e diminuem o risco de doenças cardiovasculares. A pitaya também contém Niacina (Vitamina B3), que reduz os níveis de colesterol “mau”(LDL) e aumenta os níveis de colesterol “bom”(HDL). Além disso, a pitaya é conhecida por reduzir os níveis de estresse oxidativo, um dos principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

ANTI-IDADE
A alta concentração de vitaminas e minerais, bem como sua vasta quantidade de antioxidantes faz da pitaya um excelente anti-idade. Isto acontece porque os antioxidantes combatem os radicais livre presentes no nosso organismo, que são responsáveis não só pelo desenvolvimento de doenças, mas também pelo processo de envelhecimento da nossa pele. Quanto mais frutas, verduras e legumes você consome, mais firme e jovem será a aparência da sua pele.

IMUNIDADE
A pitaya pode aumentar nossa imunidade por uma série de motivos. Sabemos que nossa imunidade depende da saúde do nosso trato gastrointestinal (TGI), e a pitaya colabora para o bom funcionamento dele. Consumir quantidades adequadas de vitaminas e minerais através da alimentação previne doenças e diminui o risco de infecções. Os antioxidantes também desempenham um importante papel na imunidade, pois ajudam a combater bactérias e vírus. Cerca de 80% da pitaya é composta por água, isso colabora para a eliminação de toxinas, que quando acumuladas podem nos fazer mal.

PREVENÇÃO DO CÂNCER
As sementinhas da pitaya contém uma grande quantidade de fitoalbuminas, um antioxidante que segundo pesquisas recentes, atuam na prevenção de radicais livres responsáveis pela formação do câncer. Elas também contêm Vitamina C em grande quantidade, que pode ajudar a bloquear o crescimento de células tumorais, e melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer (reduz sintomas como fadiga, náusea, vômito, dor e falta de apetite). Alguns estudos apontam ainda que a pitaya pode ajudar na eliminação de metais pesados, que são os principais responsáveis pela formação de tumores no nosso organismo.

1)HUANG, Qing-yun; ZHANG, Wen-hui; HONG, Li-ping. Research Progress on Nutritional Roles and Storage Preservation Technology of Pitaya Fruits.Subtropical Plant Science, v. 3, p. 022, 2012.
2)WICHIENCHOT, S.; JATUPORNPIPAT, M.; RASTALL, R. A. Oligosaccharides of pitaya (dragon fruit) flesh and their prebiotic properties.Food chemistry, v. 120, n. 3, p. 850-857, 2010.
3)ABREU, Wilson César de et al. Características físico-químicas e atividade antioxidante total de pitaias vermelha e branca. Revista do Instituto Adolfo Lutz (Impresso), v. 71, n. 4, p. 656-661, 2012.
4)SCHALCH, Wolfgang. Carotenoids in the retina—a review of their possible role in preventing or limiting damage caused by light and oxygen. In: Free radicals and aging. Birkhäuser Basel, 1992. p. 280-298.
5)DARTSCH, Peter C.; KLER, Adolf; KRIESL, Erwin. Antioxidative and antiinflammatory potential of different functional drink concepts in vitro.Phytotherapy Research, v. 23, n. 2, p. 165-171, 2009.
VH, Elfi Susanti et al. Phytochemical screening and analysis polyphenolic antioxidant activity of methanolic extract of white dragon fruit (Hylocereus undatus). INDONESIAN JOURNAL OF PHARMACY, p. 60-64, 2012.
6)SCHWALFENBERG, Gerry K. The alkaline diet: is there evidence that an alkaline pH diet benefits health?. Journal of Environmental and Public Health, v. 2012, 2011.
7)ARIFFIN, Abdul Azis et al. Essential fatty acids of pitaya (dragon fruit) seed oil. Food Chemistry, v. 114, n. 2, p. 561-564, 2009.
8)WU, Li-chen et al. Antioxidant and antiproliferative activities of red pitaya.Food Chemistry, v. 95, n. 2, p. 319-327, 2006.
9)JAYAKUMAR, Rajarajeswaran; KANTHIMATHI, M. S. Inhibitory effects of fruit extracts on nitric oxide-induced proliferation in MCF-7 cells. Food chemistry, v. 126, n. 3, p. 956-960, 2011.

Congresso Internacional do Instituto de Medicina Funcional sobre Genética

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Estou aqui nos Estados Unidos ✈ no congresso do Institute for Functional Medicine, qual sou membro, para levar o que existe de mais moderno no Mundo para os meus pacientes! O tema desse ano é Genética,e as novidades são tantas que mal posso esperar pra passar tudo pra vocês! Só posso agradecer a Deus a oportunidade maravilhosa de aprender uma ciência tão complexa, em outra língua, em outro país, com outra cultura, e me sentir em casa ! Deus é bom!

DIA MUNDIAL DE COMBATE AO CÂNCER

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O Dia Mundial de Combate ao Câncer foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que em todo mundo as pessoas pudessem se conscientizar em relação à prevenção de todos os tipos de câncer, além de apoiar aqueles que sofrem com a doença.
Apenas 5-10% de todos os casos de câncer podem ser atribuídos à defeitos genéticos, e o restante, entre 90-95% se devem ao ambiente qual o indivíduo está exposto e seu estilo de vida.¹
Portanto, fazer mamografia todos os anos, exames de sangue e exames diversos é uma forma de prevenção?
Prevenir é antecipar as consequências de uma ação a fim de evitar seu resultado, corrigir e proteger.
Ou seja, de NADA protegem! É como ficar esperando o momento em que algo será detectado, esperar um problema aparecer, para que quando apareça, possa corrigi-lo! Isso NÃO É PREVENÇÃO!
E então como me prevenir???
Através da Epigenética, que é a ciência e o assunto médico mais pesquisado do mundo na atualidade, e infelizmente, desconhecido por grande parte dos profissionais e universidades do Brasil!
Para que vocês entendam melhor, suponhamos que em uma família o pai e o avô tiveram câncer de pâncreas. Acreditava-se que este indivíduo já estava condenado, muitos acreditam nisso e foi assim que aprendi erroneamente na Universidade.
A Epigenética é ciência que estuda o efeito do meio sobre a genética, ou seja, o que um indivíduo pode fazer durante sua vida que pode metilar (silenciar) um gene.²
Existem inclusive alguns suplementos que podem, comprovadamente, metilar genes específicos, isso significa que as substâncias contidas nesses suplementos podem fazer uma prevenção verdadeira do câncer!³
Agora, imaginem… se somos formados por mais de 100 trilhões de células, sendo que cerca de 50 milhões se renovam diariamente, e se o substrato para a formação dessas células são nutrientes adquiridos através da nossa alimentação…

QUAL SERÁ O RESULTADO DE UMA ALIMENTAÇÃO INADEQUADA?

Reflitam!

1)http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2515569/
2)Michael K. Skinner, Mohan Manikkam and Carlos Guerrero-BosagnaTrends in Endocrinology & Metabolism, Volume 21, Issue 4, 1 April 2010, Pages 214-222
3)M Fang, D Chen, CS Yang – The Journal of nutrition, 2007 – Am Soc Nutrition

DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

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O autismo é uma condição neurológica cuja incidência tem aumentado nos últimos anos. Os sinais do autismo podem ser percebidos a partir dos três primeiros anos de vida e afeta habilidades de interação e comunicação social, além de afetar a percepção do mundo ao seu redor. Há diversos graus de autismo, uns mais comprometedores que outros. O diagnóstico deve ser realizado por um Médico Pediatra ou Neurologista Infantil.
A novidade, é que estudos demonstram que a maior parte dos autistas tem desordens consideráveis no intestino, suas vilosidades são totalmente retraídas, o que impede a absorção de uma série de nutrientes. Por este motivo, a dieta do indivíduo com autismo afeta e muito o seu comportamento, confira:

CASEÍNA(leite derivados, como o queijo, iogurte, sorvete…)
Em uma dieta rica em caseína, autistas demonstraram piora. A notícia boa, é que existem alternativas mais apropriadas que podem substituir estes alimentos.

ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS
Alimentos industrializados podem piorar muito a condição do autista, devido ao seu alto teor de açúcar refinado, corantes artificiais, conservantes e aditivos diversos. Além disso, a substituição de alimentos processados pode melhorar a condição do autismo em crianças e adultos. Alimentos frescos, frutas, verduras e legumes são ótimos aliados.

ÔMEGA 3
Atualmente há milhares de estudos demonstrando que o ômega 3 pode melhorar sintomas do autismo e aumentar a capacidade de aprendizado. O ômega 3, se suplementado, pode ser consumido tanto em cápsula quanto em sua forma líquida. Nos alimentos, está presente principalmente em peixes marinhos, semente de chia e em diversas oleaginosas.

GLÚTEN (trigo, aveia, centeio, cevada…)
Pesquisas revelam que pessoas com autismo podem estar mais susceptíveis à toxicidade do glúten, e que grande maioria apresenta doença celíaca, que é basicamente a incapacidade de processar alimentos que contém glúten. Alimentos que contém essa proteína podem piorar o autismo.

Há muitos outros aspectos relacionados à Nutrição…

10º SIMPÓSIO DE SÍNDROME METABÓLICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Veja no instagram @lorainetarga

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Dia 28 de Fevereiro estive presente no Simpósio de Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O evento foi organizado pelos conceituados médicos Dr. Alfredo Halpern e Dr. Marcio Mancini. A Síndrome Metabólica, também conhecida como Síndrome X é considerada uma doença da civilização moderna, resultante da alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade.
A Síndrome Metabólica se caracteriza por um conjunto de fatores de risco como hipertensão, glicose elevada, excesso de gordura abdominal, alteração de colesterol, entre outros, que sozinhos não seriam tão problemáticos, mas quando ocorrem juntos, aumentam o risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, AVC (derrame) e diabetes. Quanto maior o número de sintomas, maior o risco.
Se você tem Síndrome Metabólica, mudanças bruscas no estilo de vida podem prevenir o desenvolvimento de sérios problemas de saúde e em alguns casos, é possível reverter este quadro.
É importante estar atento e sempre fazer exames de rotina, pois a maioria dos sintomas associados à Síndrome Metabólica são “silenciosos”, embora a circunferência abdominal seja um sinal visível. Se sua glicose estiver muito alta, você poderá apresentar sinais e sintomas de diabetes, que incluem aumento da sede, aumento da frequência urinária, fadiga e visão turva.
Se você apresenta dos sintomas que estão associados à Síndrome Metabólica, converse com seu médico e procure uma nutricionista funcional.

QUAIS AS CAUSAS DA SÍNDROME METABÓLICA

A Síndrome Metabólica é primariamente causada por sedentarismo e obesidade. Está ligada a uma condição chamada “resistência à insulina. Normalmente o trato gastro intestinal quebra os alimentos que consumimos e os transforma em açúcar (glicose). Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas,que age como um sistema de chave-fechadura, é como se a insulina fosse uma chave, que abre as células e permite que o açúcar entre em nossas células para ser utilizado como combustível.
Em pessoas com resistência à insulina, o corpo não responde bem à este sistema. É como se a chave fosse colocada na fechadura, mas estivesse torta ou quebrada, ou seja, não abre a célula com facilidade. Assim, a glicose não consegue entrar nas células, e os níveis de glicose no sangue ficam super altos, então o corpo quer controlar isso, e acaba liberando ainda mais insulina.
Eventualmente, esta situação, se não controlada, pode levar ao diabetes, que ocorre quando o pâncreas não consegue produzir mais insulina suficiente para manter os níveis de glicose sob controle.

FATORES DE RISCO

Idade: O risco de Síndrome Metabólica aumenta com a idade, afetando 40% dos indivíduos acima dos 60 anos.
Obesidade: O excesso de peso aumenta o risco para o desenvolvimento da doença, o risco é maior para indivíduos com o formato de maçã, quando comparados com o formato de pêra.
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Diabetes: Pode haver predisposição para Síndrome Metabólica se você teve diabetes durante a gestação (Diabetes Gestacional) ou se há histórico familiar de Diabetes tipo 2.

Outras doenças: O risco para Síndrome Metabólica é maior se você possui ou se já teve problemas cardiovasculares, gordura no fígado (Esteatose Hepática) não alcoólica, ou Síndrome do Ovário Policístico.

COMPLICAÇÕES

Ter Síndrome Metabólica pode aumentar o risco no desenvolver estas doenças:

Diabetes: Se você não fizer mudanças no seu estilo de vida para controlar a resistência à insulina, seus níveis de glicose irão continuar aumentando. Pode haver o desenvolvimento do diabetes como resultado de uma Síndrome Metabólica não tratada.

Doenças Cardiovasculares: Colesterol alto e pressão alta podem contribuir com o acúmulo de placas nas suas artérias. Estas placas podem causar a redução do calibre e enrijecimento das artérias, que pode levar à um ataque cardíaco ou derrame (Acidente Vascular Cerebral).

PREPARE-SE PARA A CONSULTA COM MÉDICO E NUTRICIONISTA

Os profissionais mais indicados para diagnosticar e medicar a Síndrome Metabólica, em geral são o Endocrinologista e o Cardiologista, e para tratar, o Nutricionista.

Esteja preparado para as consultas:

Faça uma lista: Anote todos os seus sintomas, além de listar todos os medicamentos e suplementos que está utilizando regularmente.
Anote seu histórico familiar: Em particular aqueles que tem ou tiveram diabetes, infartos ou derrames.
Caso tenha exames de sangue recentes, leve-os com você!

EXAMES E DIAGNÓSTICO
O diagnóstico deve ser realizado por um médico, mas fique atento, caso você tenha três ou mais sintomas, pode ser que você tenha Síndrome Metabólica:

Aumento da circunferência abdominal: Medida maior ou igual a 89cm para mulheres e 102cm para homens.
Triglicérides elevado: Resultado sérico igual ou maior que 150mg/DL, ou caso você já esteja com triglicérides elevado, e em tratamento medicamentoso
Hipertensão: Pressão arterial superior a 130/85mmHg, ou em uso de medicamentos para hipertensão.
Glicose de jejum elevada: Resultados acima de 100mg/dL (5.6mmol/L) ou em uso de medicamentos para controlar a glicose.

TRATAMENTOS E MEDICAMENTOS

Caso mudanças significativas no estilo de vida não for suficientes, o médico poderá sugerir medicamentos para ajudar a controlar a pressão, os níveis de colesterol e a glicose.

COMO PREVENIR E TRATAR

Mudanças significativas no estilo de vida são primordiais:

Exercite-se. Médicos geralmente recomendam 30 minutos ou mais de exercícios de intensidade moderada, como caminhada, todos os dias.

Reduza o peso. Eliminar peso pode reduzir a resistência à insulina, reduzir a pressão arterial e reduzir o risco de diabetes.

Pare de fumar. Cigarros agravam as condições de saúde da Síndrome Metabólica. Converse com seu médico para que ele possa te ajudar a eliminar este hábito.

Alimente-se bem. Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, gorduras “boas” e carnes magras é o ideal para uma vida saudável. Na Nutrição Funcional, é possível identificar todas as questões relacionadas à alimentação, desde digestão, até carências nutricionais, e elaborar um cardápio totalmente personalizado, de acordo com suas necessidades. Os benefícios de um cardápio individualizado são inúmeros, e trazem uma série de benefícios para sua saúde, como redução de peso, melhora da pressão arterial, melhora na função do pâncreas, que resulta em um equilíbrio, para tratar a Síndrome Metabólica, ou até eliminá-la! Estes são apenas alguns dos vários benefícios da Nutrição Funcional.

Caso precise de ajuda, agende uma consulta. Meu consultório fica em Taubaté (12)3632-4895.

AVEIA É SAUDÁVEL? PODE COMER? EMAGRECE? ENGORDA?

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A aveia é tão rica, que eu poderia escrever um livro sobre os seus diversos benefícios! A aveia é um alimento incrivelmente saudável, e chega a ser difícil de acreditar que por um longo tempo foi considerada uma erva daninha. Você sabia disso? Pois é! A aveia voltou à moda na década de 80, quando os Estados Unidos passou por um período em que as pessoas se tornaram “maníacas” por saúde, e estar em forma se tornou moda.
A aveia tem a fibra mais solúvel que todos os grãos e traz diversos benefícios para a saúde:

REDUZ O COLESTEROL: Estudos demonstram que uma porção média de aveia diariamente pode reduzir o colesterol em até 20%.

CONTROLA NÍVEIS DE AÇÚCAR DO SANGUE: A aveia consegue manter a saciedade por um longo período de tempo, sem picos ou quedas de glicose, esse controle ocorre devido à sua grande quantidade de fibras.

REDUZ RISCO DE CÂNCER: De acordo com a conceituada Universidade de Harvard, por conter grande quantidade de antioxidantes, a aveia ajuda a reduzir os radicais livres, impedindo danos ao nosso DNA, que geram o câncer.

REDUZ A HIPERTENSÃO: Atualmente, 1 em cada 3 adultos é hipertenso. De acordo com o departamento Americano de Agricultura dos Estados Unidos, a aveia contém níveis significativos de potássio e fibra solúveis, que contribuem para a redução da pressão arterial.

REGULARIZA O TRÂNSITO INTESTINAL: Por ser fonte de fibras solúveis e insolúveis, a aveia colabora com o intestino de duas maneiras. As fibras insolúveis facilitam o trânsito intestinal, e aceleram o processo de evacuação, evitando assim a constipação. Já as fibras solúveis exercem um efeito bifidogênico, isto significa que estas fibras vão servir de alimento para as bactérias probióticas, ou seja as bactérias “boas” do nosso intestino, e irão garantir uma flora intestinal saudável e uma melhor capacidade de seleção do que deve ser absorvido e eliminado pelo seu intestino.

AJUDA A EMAGRECER: A aveia mantém a saciedade por mais tempo, reduzindo o apetite. Estudos demonstram que crianças que consomem 1 porção de aveia ao dia tem 50% menos chances de se tornarem obesas.

INDUZ O SONO: Pesquisadores garantem que seu consumo frequente pode regularizar o sono, devido a sua quantidade de vitamina B6 e melatonina. Cada grama de aveia contém 1ng de melatonina.

MELHORA A PERFORMANCE ATLÉTICA: Por ser uma boa fonte de carboidratos, a aveia serve de combustível para os músculos, e por ser rica em fibras, libera energia aos poucos, mantendo o atleta mais disposto durante as atividades. Para ter estes benefícios, estudos sugerem o consumo cerca de uma hora antes de iniciar a atividade física.

MANTÉM A VIDA MAIS SAUDÁVEL: A aveia é rica em proteínas e ácidos graxos essenciais, além de conter uma grande variedade de vitaminas, minerais e beta-glucanas, por isso aumentam a imunidade.

A AVEIA É VERSÁTIL: A aveia tem um sabor neutro, portanto pode ser utilizada de diversas formas, tanto em pratos salgados quanto doces.

Depois de ler sobre todos esses benefícios, que tal aprender uma forma medieval de preparar a aveia? Isso mesmo, medieval, a aveia amanhecida! Essa prática era muito comum na Escócia, eles preparavam uma vez e iam utilizando aos poucos, a semana toda. A aveia era fonte de alimento tão importante naquela época, que existia até um feriado para os universitários, chamado “Segunda-Feira da Refeição”, quando os estudantes iam pra casa para colher o máximo que podiam de aveia para se alimentar.
Quando deixamos a aveia de molho, reduzimos seu ácido fítico, uma substância que, quando em grandes quantidades, pode se ligar ao cálcio, magnésio, cobre, ferro e especialmente ao zinco no intestino, e impedir a absorção destes minerais. Outro benefício de deixar de molho é facilitar sua digestão.
Então se prepare e tome nota:

AVEIA AMANHECIDA (OVERNIGHT OATS)
1) Misture partes iguais de aveia em flocos e o líquido de sua preferência. Caso queira usar a aveia integral, coloque um pouco mais de líquido. O líquido utilizado pode ser apenas água, ou leite de amêndoas, leite de arroz, leite de côco, leite de vaca, iogurte ou até mesmo o suco de sua preferência, seja criativo!
2) Adicione canela ou cardamomo, noz moscada, stévia, mel, agave, maple ou frutas secas para dar sabor.
3) Armazene em um recipiente de vidro, bem fechado dentro da geladeira por no mínimo 3 horas, o ideal é deixar de um dia para o outro.
4) Pela manhã, adicione frutas, nozes, manteiga de amendoim e suas sementes favoritas… não tem regras! Use sua imaginação!

SUPOSTA “ERVA DANINHA” É NA REALIDADE UM SANTO REMÉDIO!

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Provavelmente todos nós nos lembramos de correr pela grama quando crianças e admirar pequenas flores amarelinhas que se transformavam em “flor de assoprar”… e levavam em cada pétala suas sementinhas. Essa florzinha me lembra muito minha infância, e creio que pra muitos de vocês, também, não é mesmo!? Na realidade esta planta se chama Dente-de-leão e possui diversos benefícios medicinais!
O Dente-de-leão é super rico em nutrientes! As folhas tem um gosto que lembra rúcula e está repleto de betacaroteno (o corpo transforma betacaroteno em vitamina A, essencial para a visão e para uma pele saudável). Além de conter vitamina C em grandes quantidades e vitamina E também!
Particularmente prefiro comer as folhas de dente-de-leão cruas, misturando à outras folhas, em forma de salada e em sucos, batidos com maçã.
As flores também são comestíveis! Nas flores encontramos compostos chamados flavonóides, que dão às flores sua cor amarela. Os flavonoides são antioxidantes, assim como aqueles encontrados no chá verde e no vinho/suco de uva integral, que ajudam na prevenção de doenças.
As flores podem ser postas diretamente na salada, cruas, ou refogadas com legumes. Estudos demonstram que estas florzinhas estimulam o estômago, o baço e o pâncreas, e nos ajudam com a digestão.
As raízes também podem ser utilizadas, geralmente na forma de chá. Seu uso é bem conhecido ao redor do mundo, e se aplica à limpeza do fígado, acne, câncer, anemia, hipertensão, problemas de vesícula e sintomas pré-menstruais, como retenção de líquidos.
O dente-de-leão é um diurético natural que elimina toxinas e excesso de água do corpo, além de purificar o sangue. Quando o sangue se purifica, o fígado tem menos trabalho. Muitas pessoas estão com o fígado sobrecarregado. O fígado é o órgão responsável por metabolizar a a maioria dos medicamentos, remove metabólitos do álcool e das comidas gordurosas. O dente-de-leão não é benéfico somente para o fígado, mas também para seu “colega de trabalho”, a vesícula biliar. A vesícula biliar é responsável pela formação de bile, que permite que o corpo quebre as gorduras, e um fluxo biliar adequado é essencial.
O dente-de-leão também possui ação diurética, estimula você a urinar mais. Todo o trato urinário é beneficiado, e naturalmente, ajuda a reduzir a pressão arterial.
O dente-de-leão também é excelente para diabéticos, pois ajuda o organismo a produzir insulina e controlar o açúcar no sangue. Também desempenha um papel importante na saúde dos ossos, pois contém uma quantidade bem significativa de cálcio.
Além disso, está repleta de vitamina K, que nos protege contra doenças vasculares, varizes, osteoporose, demência, possui efeito bifidogênico, ou seja, melhoram nossa flora intestinal, e ainda é maravilhosa para deixar unhas e cabelos fortes!
Agora você já sabe que esta pequena flor, considerada erva-daninha e indesejada por muitos, é, na realidade, uma bênção de Deus em seu próprio quintal!
Texto por Dra. Loraine Targa – Nutricionista
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Clare BA, Conroy RS, Spelman K. The diuretic effect in human subjects of an extract of Taraxacum officinale folium over a single day. J Altern Complement Med. 2009 Aug;15(8):929-34.
Schutz K, Carle R, Schieber A. Taraxacum-a review on its phytochemical and pharmacological profile. J Ethnopharmacol. 2006;107(3):313-23
Swanston-Flatt SK, Day C, Flatt PR, Gould BJ, Bailey CJ. Glycaemic effects of traditional European plant treatments for diabetes. Studies in normal and streptozotocin diabetic mice. Diabetes Res. 1989;10(2):69-73.
Trojanova I, Rada V, Kokoska L, Vlkova E. The bifidogenic effect of Taraxacum officinale root. Fitoterapia. 2004;75(7-8):760-3.